Iniciando com a restauração de instrumentos musicais de corda, no início do século XIX, quando tecnologia como automóveis, telefones, pilhas e toca-discos nem eram conhecidas. E um ousado sapateiro de Kalamazoo, Michigan, já trabalhava sozinho em revolucionar seus instrumentos.

Orville Gibson foi quem projetou os tampos e fundos arqueados (tipo violino), inovou nas formas dos entalhes, o cavalete passou a ser móvel e até madeiras que valorizavam o som ele descobriu

. Ou seja, ele não só potencializou o som, e inovou no design, como também criou, instrumentos para durarem uma vida toda! Em 1902, nasceu a Gibson Mandolin-Guitar Corporation, que durante duas décadas produziu instrumentos projetados originalmente por Orville Gibson,

Na década de 20, com ajustes e um aumento da caixa de ressonância, a Gibson já era a queridinha quando o assunto era guitarras acústicas, com modelos clássicos bastante populares entre jazzistas como a garbosa GIBSON L-5.

Após ser comprada pela Norlin Corporation, no final da década de 60, a qualidade dos instrumentos declinou. Em 1974 a produção das guitarras Gibson mudou de Kalamazoo para Nashville, Tennessee, chamando-se GIBSON USA. Mas a crise econômica veio com força e não haviam trabalhadores especializados na unidade, havendo uma baixa na produção. O que teria sido o fim de uma das maiores marcas de instrumentos do mundo se não fosse pelos empresários Henry Juszkiewicz e David Berryman, que compraram a companhia nos anos 80.

Como vemos não é a primeira vez que a Gibson passa por uma crise, porém nessa terça feira (1 de maio) já foi declarado a falência, mas a empresa já apresentou um plano de continuidade comercial que foi aceito pela maioria de seus credores.

A empresa está em dificuldades financeiras há meses e enfrenta um endividamento que a obrigava a pagar antes do 1 de agosto.

A dívida ultrapassa US$375 milhões, que devem ser pagos até 1° de agosto. A tentativa de diversificação da Gibson com sistemas de áudio para o grande público em geral, por meio de sua filial Gibson Innovations, teria resultado nessa situação extrema.

Esta estratégia começou em 2014 com a compra da empresa de entretenimento holandesa Philips por US$ 135 milhões.

O grupo finalmente decidiu recuar e se concentrar nos instrumentos musicais e nos sistemas profissionais de sonorização, de acordo com comunicado divulgado nesta terça (1º de maio)

 

“Esse processo será praticamente invisível para os clientes, que continuarão a se beneficiar de um produto e de um atendimento ao cliente inigualável”, garantiu o CEO da Gibson Brands, Henry Juszkiewicz, citado no comunicado.

 

A venda de todos os tipos de instrumentos caiu no mundo todo, o mundo vive um momento de “maquinação” onde já podem obter o som sem o mesmo trabalho, mas a qualidade de um bom musico e/ou instrumento e inabalável, e nós e todos do mundo da música adoramos esta arte, única e incrível. Torcemos para o restabelecimento da Gibson. E que uma marca tão boa e antiga no mercado possa se estabelecer.

 

 

Bibiografia:

https://glo.bo/2sE5c4d
https://glo.bo/2HMSd3c

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